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A mente é um ilusionista

A mente é como um ilusionista. Pode fazer-nos ver coisas que não existem realmente. A maior parte de nós entusiasma-se com as ilusões que a nossa mente cria e temos tendência para procurar fantasias cada vez mais excessivas.

O mero drama torna-se viciante, produzindo aquilo a que alguns dos meus alunos chamam um “choque de adrenalina” ou uma “subida”, que nos faz sentir, ou aos nossos problemas, maiores do que tudo -mesmo quando a situação que a provoca é aterradora.

Tal como aplaudimos o truque do mágico que tira um coelho da cartola, vemos filmes de terror, lemos romances de suspense, envolvemo-nos em relações difíceis. e discutimos com os nossos patrões e colegas de trabalho. De forma estranha – talvez relacionada com a camada mais antiga e reptiliana do cérebro – gostamos realmente da tensão que essas experiências provocam. Ao reforçarem o nosso sentimento de “eu” contra “eles”, confirmam o nosso sentimento de individualidade – que é na verdade uma aparência desprovida de realidade inerente.

Excerto de A Alegria de Viver, Mingyur Rinpoche

This Post Has One Comment

  1. Isabel Rodrigues

    Reforçar o nosso sentimento de “eu” contra “eles” só me dá azedume. No caso de Gandhi, a dimensão é totalmente outra. Ele foi um Mahatma (Grande Alma). Foi defensor do princípio do satyagraha (não-agressão ou força da verdade), baseado na igualdade de géneros, de credos, de castas, e no pacifismo. Não deixou, contudo, de afirmar a sua coerência, e de expor ao mundo a maturidade da sua individualidade. Toda a sua vida foi pautada pela grande dedicação na abolição das injustiças face às diferenças. Fazia jejuns, não tanto com a preocupação de coagir o oponente, mas de fortalecer quem o amava e seguia.

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