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O presente é uma dádiva

O mundo está cheio de problemas. Haverá sempre problemas no mundo, haverá sempre problemas na nossa vida. Como alguém disse, a prática é sobre como viver com alegria neste mundo difícil. Então, temos de entender que há problemas, que haverá problemas, que nunca virá o dia em que não haja problemas.

Mas ficar infeliz por causa disso não serve qualquer propósito e não resolve os problemas. É de longe preferível viver com alegria o momento presente e fazer o que pudermos para melhorar as coisas à nossa volta. Se tiver que enfrentar algo doloroso amanhã, tenho de fazê-lo de qualquer maneira. E preocupar-me hoje com isso não torna as coisas melhores.

Como alguém disse: “Passado é história, futuro é um mistério, o presente é uma dádiva e por isso é chamado de presente”. Assim, com esse tipo de entendimento, tento viver com alegria, compaixão, amor e sabedoria.

Sabemos que as coisas mudam e nada pode evitar essa mudança. Então, deixemo-las mudar. Quando não podemos parar ou mudar alguma coisa, temos que abrir mão ou estaremos a criar problemas para nós próprios.

Mas isto não significa que não possamos fazer nada, porque somos responsáveis ​​pela nossa felicidade, somos responsáveis ​​pelo nosso futuro.

Ringu Tulku Rinpoche

This Post Has 2 Comments

  1. Lam Zang

    A nossa amiga Armanda morreu hoje. Ontem, antes de entrar no bloco operatório, consciente da gravidade do seu caso, tinha um brilho luminoso nos olhos e uma gargalhada límpida. E disse-me _ não posso resolver nada, assim sendo, é melhor ficar feliz!_ Acho que nunca mais esqueceremos as suas gargalhadas lindas. Foi com esta abertura que ela seguiu viagem, quem sabe, nos oceanos da tranquilidade…

  2. chance

    Hoje mais um dia de clamoroso desespero em que delego ao quase inconsciente uma “surfada ” na net em busca do que ja sei que possuo… mas tremo de inconstancia e “paixao”. Cego farejo a paz (autentica e imperturbavel) ou um alivio onde mitigue o meu coração exaurido de quotidiano tao repetidamente sombrio…
    Obrigado por estas palavras (parar, olhar o momento, condensar e saborear a luxuria deste presente mesmo no meio da tempestade…)
    Escrevo partilhando a minha tristeza pois salva me /ampara me o anonimato de deixar em claro o que me apoquenta (claro que em ultima analise o que me aflige é a minha ainda precaria compaixao…) mas tenho vivivdo momentos tao “densos”..
    Venho de uma familia bastante abastada materialmente e prodiga na partilha entre todos…desde ha 9 meses abateu-se sobre meus pais a incerteza de que por algum modo menos licito (magia…bruxarias,… sei lá) Eu e Minha Mulher quereríamos matá los para viver a abundancia da herança…
    Tenho andado errante de dor por esta duvida, tenho andado tremulo de surpresa por esta “nomeação”..nem tenho saboreado o tanto que possuo…nem tenho conseguido quase e apenas respirar…
    São tempos de revolta e desafio, obrigado por poder deixar a minha dor ….espero em dias em que sorria ao relembrar-me destes tempos, espero em tempos em que tudo me pareça um acontecimento teatral (como de facto sei que é…mas ainda vivo este espetáculo com a “frialdade” da realidade apenas…)
    Espero na minha mente mais sagaz, mais acertada , mais “orientada”–estas palavras ajudaram me a parar e escrever por momentos abstraí- me um pouco da minha tão grande dor
    tenho de me libertar da autocomiseração e da obsessao reciproca que tenho nutrido pela acusação que me é legada-pelo buda que me habita creio num fututo-presente mais limpido/leve
    bem hajam
    vosso sempre (somos um pouco de cada um)

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