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Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de ver o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”

Muitas pessoas, apesar de se darem conta da sua negatividade e quererem mudar, seguem o caminho errado ao sentirem-se culpadas por serem tão negativas e combaterem-se a si próprias. Mas isso só piora as coisas.

Se tem esse mau hábito e quer libertar-se dele, tem de tentar começar por se observar. Não se julgue. Não se condene. Observe-se como se fosse alguém olhando do exterior. Nós não somos os nossos pensamentos – eles simplesmente acontecem-nos como uma azia ou uma dor de estômago.

Combater os pensamentos negativos ou alimentá-los acaba por ter o mesmo efeito de os reforçar. Por isso, tente identificar pensamentos, sensações ou memórias positivas, e habitue-se a pensar nelas preferencialmente. Quando um pensamento negativo surge, não o combata mas também não o cultive. Sorria, lembre-se de que se trata apenas de uma certa maneira de olhar para as coisas e mude de canal.

Se se habituar a reagir assim, vai ver que pouco a pouco o seu mundo vai mudar. Nunca se esqueça que, embora possa não parecer, no final de contas tudo é uma questão de escolha.

This Post Has One Comment

  1. isabel rodrigues

    Às vezes, na perspectiva de enfrentar situações, chego a dizer-me _ deixa lá ver como é que vou reagir. Esta observação sobre mim, dá-me espaço. Não se trata de superficialidade. É uma espontaneidade, sim, mas por de trás disto há uma motivação já trabalhada. Descobrir-me e ter a capacidade de me deslumbrar com o outro é o ouro da alquimia. Ando ultimamente a constatar que a maioria das pessoas se sente despeitada. À custa disto surge a agressão, a lamentação, a crítica cega, a auto defesa, a mágoa. O pior é que se acredita em tudo isto e, nesta dinâmica, o diálogo torna-se cada vez mais difícil. Optei por… continuar a observar e evitar conclusões fáceis sobre os outros. Tudo está em permanente mudança. Identificar defeitos de forma estática nos outros também é “defectologia.” Não nos serve de muito.

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