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Contentamento

Muitos consideram o contentamento contraproducente. Se todos estivéssemos satisfeitos com o que possuímos não haveria progresso nem ambição, dizem eles. Qualquer coisa nos satisfaria e não faríamos o menor esforço para melhorar. Obviamente, não é disso que se trata.

Sentir-se grato e feliz com o que se tem, não significa que não possamos melhorar e que tenhamos de abandonar quaisquer objetivos. Significa sim que, em vez de ficarmos, interminavelmente, à espera da obtenção de alguma felicidade no futuro, optamos por ser felizes já. 

A insatisfação é um estado de espírito que não muda com a aquisição daquilo que desejamos. Normalmente, quando temos esse estado de espírito, assim que obtemos aquilo a que nos propusemos, queremos outra coisa e voltamos a sentir-nos insatisfeitos. Quer tenhamos muito ou pouco, podemos sentir-nos sempre insaciados tal como certas pessoas extremamente ricas que possuem tudo aquilo a que o comum dos mortais aspira.

Tal como a insatisfação, o contentamento também é um estado de espírito. Ao invés de nos sentirmos insatisfeitos quer tenhamos muito ou pouco, podemos sentir-nos contentes, quer tenhamos tudo o que sonhámos quer não. O contentamento é alcançado quando apreciamos aquilo que temos e lhe damos valor. Isto não implica que não seja possível melhorar a nossa situação, seja a que nível for ou que não devamos fazer o que está ao nosso alcance para isso, mas sem nunca diferir a felicidade que sentimos agora mesmo. 

Quando conseguimos permanecer mais no momento presente, sem andarmos perdidos pelos meandros do passado e pelas apreensões do futuro, as mil e uma pequenas coisas do presente são fatores de plenitude e de bem-estar. Por vezes, julgamos, que só acontecimentos muito importantes nos trazem felicidade, mas o cheiro da terra molhada, a luz de um dia de sol, o sabor de um prato delicioso, uma hora passada com amigos ou uma boa gargalhada são pequenas coisas que enchem de alegria o nosso dia.

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