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O que é a felicidade para si?

Embora todos aspiremos à felicidade nem sempre sabemos como defini-la. O erro mais comum consiste em confundi-la com prazer, reduzindo-a assim a algo de muito limitado e instável pois o prazer acaba depressa – no melhor dos casos com o tédio e no pior com a dor.

Então, o que nos torna felizes? Num primeiro nível há momentos de felicidade. Um almoço em boa companhia, um bom filme, um passeio agradável. É um pouco mais do que o mero prazer porque já indicia um certo grau de consciência e de capacidade de apreciação. São os tais bons instantes, plenamente apreciados, que todos temos na vida e que não são vividos como escape ou alienação. Embebedar-se para esquecer os problemas ou perder-se na televisão não contam.

Por um lado, o que distingue os momentos de felicidade do prazer é, talvez, o grau de consciência e de apreciação, livre dos clichés. Muita gente acha que beber champanhe numa banheira de jacúzi, num hotel cinco estrelas num destino exótico, é felicidade. Mas tudo depende do nosso grau de apreciação. Essa situação pode ser entediante ou até dolorosa consoante o nosso estado de espírito.

Por outro lado, a maioria das pessoas não consegue, realmente sentir o prazer que pode retirar das coisas, porque vive através de uma estrutura mental feita de clichés e de ideias pré-concebidas. Na verdade, bebe a “ideia” do champanhe francês – e do preço que ele custa – mais do que o próprio vinho e sem deveras o desfrutar. Tira uma foto, coloca-a no Facebook para fazer inveja aos amigos e acha que tirou partido do momento.

Assim, mesmo para sentir os momentos de felicidade que a vida nos oferece, é preciso estar presente e aberto. Um dia de sol – completamente gratuito – pode dar-nos muito mais felicidade do que uma estadia num resort cinco estrelas. É por isso que não basta ter dinheiro para ter momentos de felicidade, é preciso ter capacidade para os apreciar

This Post Has One Comment

  1. mindelo

    Sempre sábia e assertiva, Tsering! Que reminder tão eficaz sobretudo nós que temos tanto sol, céu azul e paz. Será que já reparamos?
    Mas , amiúde, o “bonheur cliché” bate à porta e ameaça: «vá lá finge que estás aqui feliz e ficas bem na selfie… senão, a solidão…! »e se estivermos inseguros lá caímos na treta…
    Grata

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