meditação

A consciência da impermanência

“Todos os fenómenos compostos são impermanentes” – eis uma afirmação que, quando integrada à nossa forma de viver, faz de nós budistas praticantes e, ao mesmo tempo, pessoas mais realistas, mais adaptadas à forma como as coisas são de facto. Quer queiramos quer não, tudo muda.

A ronda incessante dos dias, das noites, dos fins-de-semana e dos dias úteis (tantas vezes completamente inúteis) vai acontecendo à nossa volta enquanto no espelho o nosso rosto mostra os sinais da erosão causada por esse caudal.

A cada momento, este fluxo do que somos está a mudar – física e mentalmente. Onde estão agora as preocupações e os pensamentos de há um ano atrás? Para onde irão as preocupações e os pensamentos que agora tenho?

Tudo passa – o bom e o mau. Se conseguirmos relaxar nessa constatação, muita da ansiedade que sentimos ter-se-á dissolvido.