Reflexões pessoais sobre várias coisas

Sr. Ego T2 ep2 – Descasque-se!

O ego é como uma cebola. Por debaixo daquela casquinha amarela, lisa e enxuta, há camadas de polpa sumarenta. Interessante é reparar que podemos descascá-lo, camada após camada, para no fim nos apercebermos de que tudo aquilo não envolve nada. É apenas uma sobreposição.

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O Sr. Ego T2 ep.1 – Eu faço… logo existo

Andamos sempre muito ocupados. O trabalho ocupa-nos, a família ocupa-nos, o lazer ocupa-nos. Todos temos milhares de coisas para fazer e estratégias para não as perdermos de vista. E quando, por milagre, temos um momento de ócio... enchemo-lo com qualquer coisa.

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O Sr. Ego T1 ep.8 – O buraco que fica quando tu não estás

Esqueçam todas as coisas de que o ego precisa normalmente – um ego apaixonado precisa apenas do objecto da sua paixão. Nos filmes de Hollywood, quando os protagonistas se vêem pela primeira vez, o mundo fica esbatido e a única coisa que aparece com nitidez são eles os dois. Assim é também na vida (ir)real para o ego que se apaixona.

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O Sr. Ego T1 ep.6 – Malmequer, bem-me-quer…

Amor é uma palavra enorme: cabem lá dentro sentimentos diversos e contraditórios que parecem excluir-se mutuamente. Por amor dá-se a vida, salva-se, acarinha-se, protege-se e (alegadamente) também por amor mata-se, condena-se, rejeita-se e ataca-se. Parece até – e vejam a contradição! – que mais depressa queremos bem a quem mal conhecemos do que àqueles que nos estão ligados por laços mais estreitos. Porque será?

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O Sr. Ego – T1 ep.5 – O meu pior inamigo

O melhor/pior inamigo do Sr. Ego é ele próprio e os problemas de relacionamento começam em casa. O ego tem consigo próprio uma relação de amor/ódio tanto mais intensa quanto mais for “gordinho”. Assim, amar-se ou odiar-se são facetas opostas da mesma fixação egóica.

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O Sr. Ego – tu és, eu sou… mas o quê?

Albert Einstein, que não era só extraordinariamente inteligente mas também muito sábio, disse: “O ego é uma ilusão de óptica da consciência”. Sem dúvida semelhante à que nos leva a ver uma serpente onde há apenas um pedaço de corda, acrescenta o Buda. Será possível que todos os nossos tormentos venham de um erro tão estúpido? É.

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O que é importante?

Renúncia é uma palavra que ninguém gosta de ouvir. Cheira assim a coisa fora de moda, a convento, a celibato forçado... Mesmo no contexto budista, sugere a ideia de abandonar tudo, deixar para trás prazeres, amigos, bens e ir enfiar-se num sítio solitário, viver com o mínimo, privar-se de tudo. E para quê?

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A gratidão é o segredo

Predispor-se para a gratidão significa não tomar seja o que for por garantido, devido ou obrigatório. Ninguém "tem" de amar-nos, respeitar-nos ou tratar-nos bem. Não há idades em que é proibido morrer nem situações que não podem acontecer.

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O presente é agorinha

Toda a nossa atenção é canalizada para as pequenas coisas do dia a dia: terminar esta ou aquela coisa, fazer um telefonema, enviar um email, ir levar os miúdos à escola, preparar o jantar... e os nossos pensamentos vão, inevitavelmente para aquilo que foi ou aquilo que vai ser.

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Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de vermos o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”

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O carácter inevitável do sofrimento

Não sei se são como eu, mas quando oiço falar do carácter inevitável do sofrimento fico sempre um pouco desconfortável. Apesar de conviver com os ensinamentos budistas há cerca de 38 anos e de ter ouvido, reflectido e até ensinado as quatro nobres verdades vezes sem conta, provavelmente a sua realidade ainda não deve ter penetrado em mim como era suposto.

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A natureza da felicidade

Consideremos a natureza da felicidade. A primeira coisa a assinalar é que a felicidade é uma qualidade relativa. Experimentamo-la diferentemente de acordo com as circunstâncias. O que traz bem-estar a uma pessoa pode fazer sofrer outra. Todos nós, em geral, nos sentiríamos muito infelizes se fôssemos condenados à prisão perpétua. Mas um criminoso passível de pena de morte ficaria provavelmente muito contente ao ver a sua pena comutada em prisão perpétua.

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