Sr. Ego T2 ep.4 – Mea culpa… mea culpa

A culpabilidade exagerada, quase patológica, é uma das grandes pragas do Ocidente. Saber que o que fazemos “é mal”, no sentido em que pode magoar ou prejudicar alguém, é normal e desejável. Ter uma noção do que é justo e injusto é indispensável. Mas, por vezes, isso vai longe demais.

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O Sr. Ego T1 ep.8 – O buraco que fica quando tu não estás

Esqueçam todas as coisas de que o ego precisa normalmente – um ego apaixonado precisa apenas do objecto da sua paixão. Nos filmes de Hollywood, quando os protagonistas se vêem pela primeira vez, o mundo fica esbatido e a única coisa que aparece com nitidez são eles os dois. Assim é também na vida (ir)real para o ego que se apaixona.

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O que é importante?

Renúncia é uma palavra que ninguém gosta de ouvir. Cheira assim a coisa fora de moda, a convento, a celibato forçado... Mesmo no contexto budista, sugere a ideia de abandonar tudo, deixar para trás prazeres, amigos, bens e ir enfiar-se num sítio solitário, viver com o mínimo, privar-se de tudo. E para quê?

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A gratidão é o segredo

Predispor-se para a gratidão significa não tomar seja o que for por garantido, devido ou obrigatório. Ninguém "tem" de amar-nos, respeitar-nos ou tratar-nos bem. Não há idades em que é proibido morrer nem situações que não podem acontecer.

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O presente é agorinha

Toda a nossa atenção é canalizada para as pequenas coisas do dia a dia: terminar esta ou aquela coisa, fazer um telefonema, enviar um email, ir levar os miúdos à escola, preparar o jantar... e os nossos pensamentos vão, inevitavelmente para aquilo que foi ou aquilo que vai ser.

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Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de vermos o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”

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O carácter inevitável do sofrimento

Não sei se são como eu, mas quando oiço falar do carácter inevitável do sofrimento fico sempre um pouco desconfortável. Apesar de conviver com os ensinamentos budistas há cerca de 38 anos e de ter ouvido, reflectido e até ensinado as quatro nobres verdades vezes sem conta, provavelmente a sua realidade ainda não deve ter penetrado em mim como era suposto.

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A natureza da felicidade

Consideremos a natureza da felicidade. A primeira coisa a assinalar é que a felicidade é uma qualidade relativa. Experimentamo-la diferentemente de acordo com as circunstâncias. O que traz bem-estar a uma pessoa pode fazer sofrer outra. Todos nós, em geral, nos sentiríamos muito infelizes se fôssemos condenados à prisão perpétua. Mas um criminoso passível de pena de morte ficaria provavelmente muito contente ao ver a sua pena comutada em prisão perpétua.

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O lado bom do mundo

Olhar para o lado bom da vida não significa fechar os olhos às ameaças terroristas ou à crise económica, fazendo de conta que não existem. Olhar para o lado bom da vida é uma opção. É escolher olhar para as pessoas boas e corajosas de que a vida está cheia, para os acontecimentos, descobertas ou iniciativas que trazem o bem e dignificam os seres humanos, dar-lhes importância e privilegiá-los em relação às outros, aqueles que a comunicação social atira cá para fora às centenas, quotidianamente.

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O presente é uma dádiva

O mundo está cheio de problemas. Haverá sempre problemas no mundo, haverá sempre problemas na nossa vida. Como alguém disse, a prática é sobre como viver com alegria neste mundo difícil. Então, temos de entender que há problemas, que haverá problemas, que nunca virá o dia em que não haja problemas.

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O amor é compreensão

Quando as pessoas falam de amor, referem-se habitualmente ao que existe entre pais e filhos, marido e mulher, membros de uma mesma família, casta ou país. Como a natureza de um tal amor depende das noções de “eu” e de “meu”, esse sentimento permanece ao nível do apego e da discriminação.

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